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CASE: SPOTIFY X TAYLOR SWIFT

Em outubro de 2014, a queridinha do mundo pop Tayor Swift lançou seu quarto álbum: 1989. Sucesso instantâneo, vendeu quase 1,3 milhão de cópias na primeira semana e deixou todo mundo feliz: a cantora, sua gravadora e seus fãs. Só quem não gostou foi o Spotify, o serviço de músicas por streaming.


A desavença estava no modelo do negócio: hoje, cerca de um quarto dos assinantes do Spotify têm planos pagos - que pagam royalties melhores - enquanto que os outros três quartos usam planos grátis - que revertem parte das verbas dos anunciantes para royalties, resultando em um valor menor, proporcionalmente.


Era isso que Swift e seus agentes (e uma série de outros artistas) não topavam: valores menores de assinantes não-pagantes. O Spotify não aceitou pagar taxas iguais e acabou perdendo todo o catálogo da cantora, deixando órfãos seus dois milhões de seguidores na plataforma. Um duro golpe para um negócio que depende tanto de novidade quanto de variedade.


O gigante do streaming chegou a aumentar o royalty básico e tentou, ainda, uma campanha nas redes sociais para que os fãs sensibilizassem a cantora. Mas foi tudo em vão: ela e seus empresários se mantiveram firmes. Mas firmes até quando?


Esta negociação é um caso típico de disputa de poder, isto é, quem aguenta ficar mais tempo sem piscar - e isto tem a ver com suas alternativas, com sua MAPAN - ou sua Melhor Alternativa Para um Acordo Negociado.


No caso da Taylor Swift, ela tinha a venda avulsa de álbuns e outros serviços de streaming que ofereceram condições melhores. A Apple Music, por exemplo, segurava os direitos autorais dos artistas durante os três meses de experiência dos novos usuários. Se eles cancelassem, o royalty não era repassado.


Mas não com a Taylor Swift. Suas receitas eram pagas independentemente da continuidade do assinante. Afinal, a promoção era da Apple, não da cantora.


Mas e o Spotify, tinha outra Taylor Swift?


Quase três anos depois a cantora resolveu liberar suas músicas para o Spotify novamente. Alguns especulam que isso seria em comemoração à marca de 10 milhões de cópias vendidas, ou as 100 milhões de execuções, atestada pela RIAA (Recording Industry Association of America).



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