AO NEGOCIAR, NÃO SEJA UM EINSTEIN

No texto anterior vimos que, na hora de negociar, a única coisa que David Schwimmer tinha de bobo era a cara do Ross. Por outro lado, um dos maiores gênios da nossa história não teve a mesma presença de espírito ao definir seu próprio salário.


Conta a história, que no início da década de 1930 a Universidade de Princeton tentava contratar um dos cientistas mais importantes de todos os tempos, para seu centro de debates. Abraham Flexner, então chefe do Instituto de Pesquisas Avançadas escreveu a Albert Einstein, que na época morava na Áustria, perguntando quanto ele desejaria ganhar por ano, para se juntar à instituição.


“US$ 3 mil por ano, a menos que vocês achem que eu consiga viver com menos,”

foi a resposta de Einstein.


Mesmo para o custo de vida de noventa anos atrás, ainda no período pós-Grande Depressão, o valor estava muito abaixo do habitual em situações semelhantes – se é que pode haver uma situação semelhante a contratar o Einstein.


O que a direção de Princeton pensou na época é que eles poderiam ter um dos maiores gênios de todos os tempos por uma pequena fração do que ele valia.


Mas quanto tempo isso duraria? Quanto tempo demoraria até que Einstein percebesse o erro e se visse em uma posição de extrema inferioridade em relação a seus pares? Que efeitos isso teria no seu trabalho, na sua percepção quanto ao seu relacionamento com seu empregador?



É claro que Flexner poderia dizer, simplesmente, que aquilo não era problema dele e que, ao contrário, ele estava apenas acatando o pedido de um candidato a uma posição.


Mas já vimos aqui que, em Negociação, um problema deles se transforma em problema seu muito rápido.


O que será que aconteceria com a imagem da instituição se a história da negociação com Einstein se espalhasse pelo mundo acadêmico? Como ficaria a reputação de Princeton? Ainda conseguiria atrair nomes do quilate de Alan Turing, Richard Feynman, John Nash, Daniel Kahneman, Jeff Bezos?


Talvez pensando nisso, Flexner resolveu oferecer os mesmos US$ 10 mil anuais que pagava aos outros expoentes do grupo, mais um pacote de benefícios para que Einstein realizasse sua mudança e se instalasse no imponente prédio que abriga o famoso Instituto, hoje localizado na Avenida Einstein, número 1.


No texto anterior vimos como David Schwimmer ficou conhecido como o líder de um dos elencos mais bem pagos de todos os tempos e, neste, como Flexner evitou passar para a história como o sujeito que passou a perna no Einstein – o que não seria lá um grande highlight na sua carreira.


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