QUANTO CUSTA FURAR A FILA?

Se alguém te pedir pra furar a fila do banheiro, você deixa? E se ela te oferecer dinheiro? E se ela te oferecer muito dinheiro?


Ninguém gosta de fila, né? Mas eu detesto, principalmente, quem tenta furar a fila. Acho o cúmulo da falta de respeito, da cara de pau. Só que também a gente tem que entender que às vezes existem emergências e que abrir exceções faz parte da vida em sociedade. Mas será que essas exceções têm um preço? E qual seria esse preço?

Imagem de aykapog por Pixabay

Foi o que tentou descobrir o economista Felix Oberholzer-Gee da Harvard Business School. Ele se aproximava de pessoas que estavam em filas e oferecia dinheiro para entrar na frente.

Para um economista, nada mais lógico do que uma relação direta com a quantidade de dinheiro oferecida, isto é, quanto mais dinheiro ele oferecesse, maior a probabilidade de alguém deixar ele passar.


E foi exatamente o que seus estudos apontaram:

  • Quando ele ofereceu um dólar, metade das pessoas deixaram ele passar.

  • Quando ele ofereceu três dólares, sessenta e cinco porcento das pessoas deixaram.

  • Quando ele ofereceu cinco e dez dólares, passou na frente de setenta e cinco e setenta e seis porcento das pessoas, respectivamente.

Bem, tudo parece lógico e previsível, não é? Exceto por um detalhe: dos que deixaram o pesquisador passar na frente, quase ninguém aceitou o dinheiro oferecido.


O efeito do dinheiro parece ter sido apenas ressaltar a importância de a pessoa chegar logo no início da fila, de traduzir em uma linguagem universal a urgência da pessoa.

“Se ela tá disposta a pagar caro por isso, então deve realmente estar com pressa.”

Quanto mais dinheiro, mais pressa. E quando a pessoa entendia isso, o dinheiro não era mais necessário. Era um favor, uma gentileza, não uma venda. E ajudar parece ser uma norma social, uma responsabilidade individual, que diz que quanto mais alguém precisa da sua ajuda, mais nos sentimos obrigados a ajudar.


Claro que isso sempre estará sujeito à exploração, mas é interessante ver que até incentivos financeiros servem para estimular comportamentos coletivos e a vontade de ajudar o próximo.


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