SOBRE CONTRATOS E GUERRAS

Você é daqueles que fecham um acordo de boca e já começam a trabalhar, sem se preocupar em assinar um contrato ou pelo menos dar um OK em uma proposta comercial? Olha, não quero parecer pessimista, mas essa prática um dia vai trazer problemas. Em meus cursos e palestras, eu costumo dizer que


Contratos são instrumentos de guerra escritos em tempos de paz

Você nunca sabe quando vai precisar, porque é daquelas coisas que não tem como prever. Pode dar certo a vida toda, inclusive. Mas pode não dar.



Até porque, é difícil saber, com certeza, se alguém pretende ou não cumprir um acordo de verdade. Diferentes situações podem acontecer:

  • A pessoa até queria cumprir o contrato, mas aí as circunstâncias mudaram (perdeu um cliente, levou um calote) e ela ficou a pé.

  • Ou ela entendeu algo diferente do combinado e agora vocês não sabem o que fazer.

  • Ou ela já não pretendia cumprir, mesmo, desde o início.

É claro que mesmo um contrato em mãos não garante que você terá o que negociou — e nenhuma empresa vive de receber multa (exceto, talvez, a CET). Cobrar uma multa do seu fornecedor que não te entregou a matéria-prima que você precisava naquele exato momento, não vai mudar o fato de que sua fábrica vai parar — e você também não vai ter produto para entregar e provavelmente vai precisar pagar uma multa para o seu cliente.


Do mesmo modo, não adianta os alunos pagarem todas as mensalidades acumuladas no final do ano, porque mesmo com as multas você deixou seus professores sem salários e não teve como pagar a conta de luz.

Ainda que um acordo seja bom, um contrato é melhor e um cheque assinado é melhor ainda.
Chris Voss

Mas contratos ajudam a colocar todo mundo na mesma página, reduzir as ambiguidades e problemas de interpretação. E mal não faz. Especialmente com amigos e familiares, porque contratos servem para proteger os relacionamentos.


Combinado?

Então assina aqui.


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